Mais um sobre trabalho na Austrália.

Escrevi um post há uns meses sobre o nosso primeiro emprego na Austrália. Ainda estou devendo o post sobre o segundo, terceiro e as outras mil dezenas de experiências de emprego aqui na terra dos cangurus. Prometo que escreverei.

Mas este, será um agradecimento, um desabafo, um conselho, e uma celebração por ter conseguido o que consegui depois de muita peleja.

O agradecimento:

Obrigada, obrigada e obrigada.

Obrigada, pra quem ou o que eu tenho que agradecer, pelo emprego que tenho hoje. Depois de mais de 3 anos trabalhando em areas nao relacionadas a medicina veterinaria, finalmente consegui voltar a trabalhar para meus amados animais domesticos.

O desabafo:

A jornada pra chegar ao tao esperado emprego nao foi percorrida por caminhos retos e sem obstaculos. Muito pelo contrario, foi uma longa estrada sinuosa, cheia de buracos. E um deles foi optar por mudar de cidade, sair da regiao metropolitana de Brisbane e ir morar no interior, em Toowoomba. E por quase um ano, eu morava em Toowoomba e trabalha em Brisbane de final de semana. Sim, estudava de segunda a sexta e trabalhava sabado e domingo, 130km de casa. Nao tinha muito tempo pra diversao de final de semana. Na verdade acho que durante 3 anos e meio os finais de semana eram só trabalho.

O conselho:

Pessoal! Nao tenha medo de mudar. Nao tenha medo do desconhecido. Nao evite o que vc nao sabe. Afinal, nós, humanos, temos a extraordinaria capacidade de nos adaptar. Temos que ter coragem de enfrentar nossos medos e de aprender o que desconhecemos.

Nao tenha medo de nao saber. Saia da zona de conforto, arrisque… faça loucurinhas bem pensadas, ou nao tao pensadas. Faça!

A celebração:

Nao poderia estar mais feliz com a minha vida profissional. Meu trabalho envolve viagens semanais pela Australia, por toda Australia. Por sinal, hoje estou escrevendo este port de Albany-WA ! How amazing is that? Pra mim, que amo viajar e me libertar da rotina do dia a dia, é ótimo! É perfeito…. masssss, na verdade poderia ser ate mais que perfeito..e eu ooderia ate ser mais feliz… poderia ser com vacas.

Poderia e talvez ainda será. Ainda nao é o fim, é só parte da jornada. Foram mais de 3 anos pra chegar na quase perfeicao. Portanto, talvez eu precise de mais 3 anos pra alcancar o mais que perfeito. E talvez, o mais que perfeito de daqui 3 anos ja nao seja mais o mais que perfeito de hoje. E assim é a jornada….

Longe dos olhos/ Far from the eyes. In Portuguese and English (scroll down)

Marco eh um mes de alegria e tristeza. O mes em que meu pai nasceu e comemorou varios aniversarios, mas tambem o mes em que faleceu. E como alguns de voces ja sabem, existe aqui no alimentadomentes uma sessao especial para ele, onde reposto os posts que um dia ele escreveu. Eh assim uma prazerosa forma de relembrarmos um pouquinho dele.

Hoje nao vou postar as historias dele, mas fazer um desabafo.

Lidar com a morte nao eh facil, e nesse exato momento, escrevendo este post, estou em lagrimas.. Ja faz quase 4 anos, um pouco mais do meu tempo aqui na Australia. Cada dia uma emocao diferente. Cada situacao uma reacao diferente. No entanto, quando falo do meu pai, falo com alegria e orgulho, sem chorar. O choro so vem quando estou sozinha.

Olhar fotos eh dificil, reelembrar eh dificil. As vezes eh melhor nao pensar muito. Nao porque eu nao queira lembrar dele, mas simplesmente porque lembrar desperta o fato de que nao poderei te-lo nunca mais vivendo comigo. Estar na Australia ate eh bom, engana a mente e me faz pensar que ele so esta la no Brasil, longe dos olhos. Disfarca a dor, afinal a maioria das pessoas que amo estao longe. Entao, soh parece que ele esta la…

A decisao de vir e nao estar fisicamente perto da minha mae nao foi so minha, foi tambem dela. E do meu pai. Apos o falecimento dele eu queria desistir de vir, mas minha mae insistiu pra que eu vivesse esse sonho de morar fora, afinal era a vontade do meu pai que eu morasse em outro pais que nao o Brasil, onde eu pudesse ter uma vida melhor, mais tranquila, menos violenta e mais justa. Esse era o sonho dele para ele, e para mim. Assim, aqui estou realizando os nossos sonhos, dele, meu e da minha mae.

Ha quem julgue a minha decisao de ter vindo, mas sabe….foda-se. Eu nunca liguei muito pra opiniao dos outros. Eu vim realizar os nossos sonhos, meu, do meu pai e da minha mae. Eu fui forte e corajosa o suficiente pra aceitar esse desafio no momento, talvez , mais dificil de nossas vidas.

Hoje, Mamy and I, somos saudosas porem felizes, longe dos olhos, mas perto de coracao.

Ps: obrigada eternamente ao meu amado marido por estar sempre ao meu lado e ter abracado o meu sonho que hoje se tornou o nosso sonho.

March is a month of joy and sorrow. The month in which my father was born and celebrated several birthdays, yet also the month in which he passed away. As some of you already know, there is a special session here, in memoriam,  for the posts he posted on his blog.

However, today I am not going to post his stories, I’m going to make a disembosom.

Dealing with death is not easy, and right now, writing this post, I’m in tears. It’s been almost 4 years, a little bit longer than the time I’ve been here in Australia, and every day is different feeling. Each situation leads to a different emotion.  When I speak of my father, I speak with joy and pride, without crying. The tears usually come when I’m alone.

To look at photos is difficult, recall is difficult. Sometimes it’s better not to think too much. Not because I don’t want to remember him, but simply because it raises the fact that I will not be able to live with him anymore. Perhaps being in Australia deceives the mind, because it makes me think that he is still in Brazil, just out of sight. Disguise the pain, after all, most people I love are far away.

The decision to come and not be physically close to my mother was not only mine, it was also hers. And my father’s. I wanted to give up moving here, but my mother made me come to live this dream, after all it was my father’s will that I live outside Brazil, in a place where I could have a better, quieter, less violent and fairer life. This was his dream for him, and for me. So, here I am realising our dreams, his and mine.

There are those who judge my decision to come, but you know what?  …. fuck off. I couldn’t care less about people’s opinions anyway. I came to fulfil our dreams, mine, my father’s and my mother’s. I was strong and brave enough to accept this challenge at such a difficult time in our lives. Today, Mamys and I, we are homesick and happy though, far from the eyes, but close to heart.

Ps: forever thanks to my beloved husband for being always by my side and have embraced my dream that today is our dream.

984038_642814755774203_1813868297_n

 

Historias do Magrao VI

Ja ha quase quatro anos que se foi, nao deixo de pensar nenhum dia. Pra quem gosta de ler e relembrar ai vai mais uma historias de Magrao, o meu pai.

Souvenir 1- Guarda-chuva

O primeiro souvenir que me ocorre, foi de um guarda-chuva.

Nunca tinha conseguido manter algum por mais de um verão.
Ou por causa da qualidade que era ruim e com facilidade as varetas quebravam, ou entortavam, ou furavam o tecido. Lógico, nas horas em que eu mais precisava deles.
Ou por que eu esquecia em algum lugar. Todos esquecem, não é mesmo?
Fico curioso para saber para onde vão todos os guarda-chuvas esquecidos.
Deve haver uma montanha deles em algum lugar.

Até um dia em que recebemos um gerente da Lufthansa Systems e ele trouxe um guarda-chuva para cada um da equipe de consultores aqui do Brasil.
Disse que queria trazer souvenires e como estava sem tempo comprou as pressas na loja de produtos da própria Lufthansa, no aeroporto de Frankfurt antes de embarcar para cá.
Achei estranho ganhar um guarda-chuva de presente do chefe do meu chefe.
Vinha numa embalagem pequena e prática, muito bonita com o logotipo da Lufthansa.
Após abrir vi que era simples, prático e parecia ser de boa qualidade. Tinha também o logo da Lufthansa.

Como eu trabalhava em São Paulo foi muito útil naqueles dias e percebi que a qualidade era realmente muito acima dos que eu já tinha possuído.
Prometi para mim mesmo que tomaria cuidado e não iria esquecê-lo em lugar algum.
Incrível, tenho-o até hoje. Me quebrou cada galhão.
Já está meio surrado, mas às vezes ainda é usado.
PS: Tem mais ou menos 10 anos de idade.

 

Nossa vida na Australia – A escola de ingles

A maioria das pessoas que vem pra Australia para ficar uma temporada. Vem de visto de estudante para estudar ingles. E foi assim que chegamos aqui.

Existem escolas e escolas, aquelas tradicionais e com boa fama que realmente ensinam ingles, e aquelas que sao terriveis e existem apenas para facilitar o visto e a entrada do pessoal na Australia. O meu objetivo era estudar para a prova do Ielts, uma prova de proficiencia em ingles, parecida com o Tofel. E o objetivo do Thiago era aprender ingles.

Assim, a escola escolhida por nos foi a Shafston, super tradicional e com otima reputacao. A localizacao eh otima, inclusive oferece moradia (moramos la no primeiro mes). Super recomendo para quem vem pra aprender ingles e nao somente curtir a vida Australiana.

IMG_0061 (2017_11_02 23_31_02 UTC)

Na escola tem gente do mundo inteiro, o que eh magnifico. Fiz amizades que irao durar para sempre com chineses, taiwaneses, italianos, colombianos, indianos, franceses e muito mais. Ha tambem, obviamente, os brasileiros. Infelizmente, ou felizmente, esses sao os que a gente acaba se apegando mais, possivelmente por uma questao de empatia cultural. Infelizmente, porque nao se pratica ingles ao ter amigos brasileiros. Felizmente, porque nos faz sentir mais em casa em um lugar tao distante de casa.

3

Eu amei a experiencia e nao me arrependo jamais de ter vindo estudar ingles na Australia. Os seis meses viraram dois anos que viraram quatro anos. Este pais eh apaixonante, inexplicavelmente encantador.

Motivos pelos quais a Australia eh encantadora……..fica pro proximo post.

E quem quiser ler mais um pouquinho sobre a chegada aqui na Australia, eu tinha escrito logo quando a gente chegou esses posts aqui:

Morando na Australia / Living at Australia

Indo para o BBQ de CityHopper/Going to BBQ by CityHopper